sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

PROFUNDO DENTRO DA VIDA
"O homem nasce para atingir a vida, mas tudo depende dele. ... Envelhecer, qualquer animal é capaz. Desenvolver-se é prerrogativa dos seres humanos. Somente uns poucos reivindicam esse direito.

Desenvolver-se significa mover-se a cada momento mais profundamente no princípio da vida; significa afastar-se da morte - não ir na direção da morte. Quanto mais profundo você vai para dentro da vida, mais entende a imortalidade dentro de você.
Você está se afastando da morte: chega a um momento em que você pode ver que a morte não é nada, apenas um trocar de roupas ou trocar de casas, trocar de formas - nada morre, nada pode morrer. A morte é a maior ilusão que existe.
Para mim o primeiro princípio da vida é meditação. ... Meditação significa entrar na sua imortalidade, entrar na sua eternidade, entrar na sua divindade. "
Osho - O livro da Cura

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Estudo mostra que Yoga acalma ritmo cardíaco e reduz ansiedade!


As pessoas com ritmo cardíaco irregular podem ver os episódios de crise reduzidos à metade caso adotem a ioga de maneira regular, revela um estudo publicado nos Estados Unidos.

Fazer ioga três vezes por semana também reduz a depressão e a ansiedade, ao mesmo tempo que aumenta o bem-estar social e mental, segundo o estudo apresentado em uma conferência de cardiologia em Nova Orleans.
“O que parece a yoga tem um efeito significativo em ajudar a regular o ritmo cardíaco dos pacientes e melhora a qualidade de vida em geral” disse o principal autor do estudo, Dhanunjaya Lakkireddy, professor associado de Medicina da Universidade de Kansas.

O estudo acompanhou 49 pacientes que sofrem de fibrilação atrial, uma afecção de ritmo cardíaco irregular que acontece quando os sinais elétricos naturais do coração disparam de maneira desorganizada, provocando agitação dos batimentos cardíacos.
Durante os três primeiros meses do estudo, os pacientes seguiram suas rotinas de exercícios habituais. Nos três meses seguintes, os pacientes fizeram três sessões de yoga por semana com um instrutor certificado. Além disso, foram estimulados a praticá-la em casa com a ajuda de um DVD instrutivo.

“O Yoga reduziu significativamente os episódios de ritmo cardíaco irregular, à quase metade na média. Também reduziu os índices de depressão e ansiedade, além de ter melhorado a função física, a saúde geral, a vitalidade, o funcionamento social e a saúde mental.”
Por FRANCE PRESSE no Jornal Folha de São Paulo

domingo, 5 de abril de 2015

ENTREVISTA COM UM MÉDICO TIBETANO
LAMA TULKU LOBSANG RINPOCHE

“Sou uma pessoa normal, penso o tempo todo. Mas tenho a mente treinada. Isso quer dizer que não sigo meus pensamentos. Eles vêm, mas não afetam nem minha mente, nem meu coração.”
Quando um paciente chega para consulta, como o senhor sabe qual o problema?
R – Olhando como ele se move, sua postura, seu olhar. Não é necessário que fale nem explique o que se passa. Um doutor de medicina tibetana experiente sabe do que sofre o paciente a 10 m de distância.
Mas o senhor também verifica seus pulsos.
R – Assim obtenho a informação que necessito sobre a saúde do paciente. Com a leitura do ritmo dos pulsos é possível diagnosticar cerca de 95% das enfermidades, inclusive psicológicas. A informação dada por eles é precisa como um computador. Para lê-los, é necessária muita experiência.
E depois, como realiza a cura?
R – Com as mãos, o olhar e preparados de plantas e minerais.
Segundo a medicina tibetana, qual é a origem das doenças?
R – Nossa ignorância.
Então, perdoe a minha, mas o que entender por ignorância?
R – Não saber que não sabe. Não ver com clareza. Quando vemos com clareza, não temos que pensar. Quando não vemos claramente, colocamos o pensamento para funcionar. E, quanto mais pensamos, mais ignorantes somos, mais confusão criamos.
Como posso ser menos ignorante?
R – Vou ensinar um método muito simples: praticando a compaixão. É a maneira mais fácil de reduzir os pensamentos. E o amor. Se amamos alguém de verdade, se não o queremos só para nós, aumentamos a compaixão.
Que problemas percebe no Ocidente?
R – O medo. O medo é o assassino do coração humano.
Por quê?
R – Porque, com medo, é impossível ser feliz e fazer felizes os outros.
Como enfrentar o medo?
R – Com aceitação. O medo é resistência ao desconhecido.
Como médico, em que parte do corpo vê mais problemas?
R – Na coluna, na parte baixa da coluna: as pessoas permanecem sentadas tempo demais na mesma posição. Com isso, se tornam rígidas demais.
Temos muitos problemas.
R: Acreditamos ter muitos problemas, mas, na realidade, nosso problema é que não os temos.
O que isso quer dizer?
R – Que nos acostumamos a ter nossas necessidades básicas satisfeitas, de modo que qualquer pequena contrariedade nos parece um problema. Então, ativamos a mente e começamos a dar voltas e mais voltas sem conseguir solucioná-la.
Alguma recomendação?
R – Se o problema tem solução, já não é um problema. Se não tem, também não.
E para o estresse?
R – Para evitá-lo, é melhor estar louco.
???
R – É uma piada. Mas não tão piada assim. Eu me refiro a ser ou parecer normal por fora e, por dentro, estar louco: é a melhor maneira de viver.
Que relação o senhor tem com sua mente?
R – Sou uma pessoa normal, penso o tempo todo. Mas tenho a mente treinada. Isso quer dizer que não sigo meus pensamentos. Eles vêm, mas não afetam nem minha mente, nem meu coração.
O senhor ri muito?
R – Quando alguém ri nos abre seu coração. Se você não abre seu coração, é impossível entender o humor. Quando rimos, tudo fica claro. Essa é a linguagem mais poderosa que nos conecta uns aos outros diretamente.
O senhor acaba de lançar um CD de mantras com base eletrônica, para o público ocidental.
R – A música, os mantras e a energia do corpo são a mesma coisa. Como o riso, a música é um grande canal para nos conectar com o outro. Por meio dela, podemos nos abrir e nos transformar: assim, usamos a música em nossa tradição.
O que gostaria de ser quando ficar mais velho?
R: Gostaria de estar preparado para a morte.
E mais nada?
R – O resto não importa. A morte é o mais importante da vida. Creio que já estou preparado. Mas, antes da morte, devemos nos ocupar da vida. Cada momento é único. Se damos sentido à nossa vida, chegamos à morte com paz interior.
Aqui vivemos de costas para a morte.
R: Vocês mantêm a morte em segredo. Até que chegará um dia em sua vida em que já não será um segredo: não será possível escondê-la.
E qual o sentido da vida?
R – A vida tem sentido e não tem. Depende de quem você é. Se você realmente vive sua vida, então a vida tem sentido. Todos têm vida, mas nem todos a vivem. Todos temos direito a sermos felizes, mas temos que exercer esse direito. Do contrário, a vida não tem sentido.

segunda-feira, 30 de março de 2015

Não use máscaras, seja verdadeiro, custe o que custar 


Lembre-se sempre de ser verdadeiro consigo mesmo. Para isso, é preciso estar atento a três coisas.
Primeiro, nunca ouça alguém que diga o que você tem de ser. Ouça sempre a sua voz interior, o que você gostaria de ser. Do contrário, toda a sua vida será desperdiçada. Há milhares de tentações à sua volta, porque existem muitas pessoas vendendo coisas por aí. Os supermercados, o mundo, as pessoas, todos estão interessados em lhe vender algo. Todo mundo é um vendedor e, se você ouvir vendedores demais, ficará louco. Não ouça ninguém, simplesmente feche os olhos e ouça a sua voz interior. É disso que trata a meditação: ouvir a sua voz interior.

A segunda coisa – que só é possível se você já tiver feito a primeira – é nunca usar uma máscara. Se você está zangado, fique zangado. É arriscado, mas não sorria, pois isso não será verdadeiro. Você aprendeu a sorrir quando está zangado, então o sorriso fica falso, vira uma máscara. É só um exercício com os lábios, nada mais. O coração está cheio de fúria, de veneno, e os lábios sorriem – você se tornou falso.
Outra coisa também acontecerá: quando você quiser sorrir, não conseguirá. Todo o seu mecanismo está revirado, pois quando quis ficar com raiva não pôde. Agora você quer amar, mas, de repente, descobre que o sistema não funciona. Quer sorrir, mas tem de forçar o sorriso. Seu coração está pleno de sorrisos e você quer rir alto, mas não consegue, algo fica reprimido no coração, engasgado na garganta. O sorriso não vem ou, se vem, é pálido e apagado. Não o deixa feliz. Você não se empolga com ele. Não há luminosidade à sua volta.

Quando quiser ficar com raiva, fique. Não há nada de errado em ficar com raiva. Quando quiser rir, ria. O que há de errado em rir alto? Pouco a pouco, verá que todo o seu organismo está funcionando. Dá para notar: sempre que o mecanismo de uma pessoa está funcionando bem, dá para ouvir um zumbido em torno dela. Ela caminha, mas o passo é como uma dança. Fala, mas suas palavras têm uma poesia sutil. Quando olha para alguém, de fato olha: não é indiferente, é calorosa. Quando toca, ela realmente o faz – você pode sentir a energia entrando em seu corpo, uma corrente de vida sendo transferida… Seu mecanismo está funcionando bem.

Não use máscaras. Se fizer isso, criará disfunções e bloqueios em seus sistemas. Existem muitos bloqueios no seu corpo. A pessoa que costuma reprimir a raiva tem os maxilares travados. Toda a raiva vai para os maxilares e fica estagnada ali. As mãos ficam feias. Não têm os movimentos graciosos de um dançarino porque a raiva vai para os dedos e fica ali, bloqueada. Lembre-se, a raiva tem duas fontes. Uma são os dentes, a outra são os dedos, pois todos os animais, quando estão zangados, vão mordê-lo com os dentes ou arranhá-lo com as garras. Portanto, as unhas e os dentes são os dois pontos por onde a raiva é extravasada. Eu tenho a suspeita de que, sempre que a raiva é muito reprimida, as pessoas têm problemas nos dentes. Os dentes estragam porque muita energia se acumula ali sem ser liberada. E qualquer um que reprime a raiva comerá mais – as pessoas com raiva sempre comem mais porque os dentes precisam ser movimentados.

As pessoas com raiva fumarão mais. Falarão mais: podem virar tagarelas obsessivas porque, de algum modo, os maxilares precisam se mover para que um pouco de energia seja extravasada. E as mãos das pessoas com raiva ficarão nodosas, feias. Se a energia tivesse sido liberada, as mãos poderiam ser belas. Se você reprime alguma coisa, existe uma parte do corpo que corresponde a essa emoção. Se não quer chorar, seus olhos perderão o brilho, pois as lágrimas são necessárias. Se você chora de vez em quando, e as lágrimas começam a fluir, seus olhos ficam mais limpos, renovados, jovens, virgens. Lembre-se de que, se você não consegue chorar de verdade, também não consegue rir, pois essa é a outra polaridade. As pessoas que conseguem chorar também conseguem rir. E talvez você já tenha visto isso em crianças: se riem muito e por muito tempo, depois começam a chorar, porque as duas coisas estão ligadas. Os dois fenômenos não são diferentes, é a mesma energia indo para polos opostos.

Portanto, não use máscaras – seja verdadeiro, custe o que custar.
A terceira coisa diz respeito à autenticidade: fique sempre no presente, porque toda falsidade vem do passado ou do futuro. O que passou passou – não se preocupe mais com isso. E não carregue o passado como um fardo; do contrário, isso não deixará que você seja autêntico no presente. Além disso, tudo o que ainda não aconteceu de fato não aconteceu – não fique se preocupando à toa com o futuro, senão isso interferirá no presente e o estragará. Seja verdadeiro no presente e você será autêntico. Estar aqui e agora é ser autêntico.
Osho


quarta-feira, 18 de março de 2015

O que é o amor?



O amor é o encontro orgástico entre a morte e a vida.
A menos que você venha conhecer o amor, você perdeu.
Você nasceu, você viveu e você morreu – mas você perdeu.
Você perdeu o intervalo que há no meio – entre a vida e a morte.
Este intervalo é o pico mais alto, a experiência máxima.
Para atingir o amor, existem quatro passos a serem celebrados.
O primeiro passo:
Esteja aqui e agora – porque o amor só é possível no aqui e agora.
Muitas pessoas simplesmente vivem na memória – elas amaram no passado. E há outras pessoas que amam no futuro.
Essas são maneiras de evitar o amor.
Se você pensa demais – e pensar é sempre do passado ou do futuro – suas energias serão desviadas dos sentimentos.
Um homem demasiadamente envolvido no pensar, pouco a pouco toma um caminho no qual o sentimento não tem vez.
E quando a cabeça se torna o senhor e o coração é deixado para trás, você viverá, você morrerá, mas não saberá o que é Deus, porque não saberá o que é amor.
O sentir está no aqui e agora…
E as pessoas estão se movendo para a cabeça e esquecendo o coração.
Uma pequena minoria ainda vive um pouco no coração, mas essa minoria comete um outro erro: seu amor está muito contaminado por venenos – com ódio, com ciúme, com raiva, com possessividade.
Então toda a jornada se torna amarga.
O segundo passo é:
Aprender a transformar seus venenos em mel…
Nunca faça coisa alguma sob emoção. Enquanto o veneno estiver possuindo você, simplesmente espere.
Não aja quando a raiva estiver no seu ponto mais alto, do contrário você se arrependerá, e criará uma cadeia de reações.
Espere… Quando você estiver com raiva este é o momento de meditar.
Não perca este momento. A raiva está criando tanta energia dentro de você… Ela pode destruir.
Mas a energia é neutra – a mesma energia que pode destruir, pode ser criativa.
Então, simplesmente observe a si mesmo.
Observe todos as suas variações – o assassino, o pecador, o criminoso, o santo, o homem virtuoso dentro de você… Observe Deus, o Diabo.
Conheça todas as suas possibilidades e, ao conhecê-las, você estará descobrindo segredos…
As pessoas são muito egoístas. Só compartilham tristezas. Estão carentes, querem amor e ficam se lamentando esperando que você lhe dê atenção, carinho, amor…
Então, o terceiro passo em direção ao amor é:
Compartilhar, mas compartilhar coisas boas, positivas.
Isso fará seu amor fluir como um rio que nasce em seu coração.
Tudo que houver de belo em você, jamais o acumule.
Compartilhe sua sabedoria, sua oração, compartilhe seu amor, sua felicidade, seu prazer.
Acumular envenena o coração.
E quando der, não se importe se será retribuído ou não.
Nem mesmo espere por um “muito obrigado”. Pelo contrário, sinta-se grato à pessoa que lhe permitiu compartilhar com ela.
E o quarto passo…
Seja um nada, um ninguém.
No momento que você passa a acreditar que é alguém, você pára; então o amor não flui.
Quando você está vazio, existe amor.
Quando você está cheio de ego, o amor desaparece.
O amor e o ego não podem existir juntos.
Portanto, seja um ninguém.
Ser um ninguém é a fonte de tudo, é a fonte do infinito…
Nada significa o Nirvana – Deus.
Seja nada – e sendo nada, você terá alcançado toda a existência – você terá chegado em casa.
Osho

sábado, 28 de fevereiro de 2015

JUNG SOBRE O YOGA


Quando um método religioso se anuncia como científico, pode ter certeza de obter público no Ocidente. O Yoga preenche essa expectativa. À parte do encanto da novidade e a fascinação por tudo o que é pouco compreendido, o Yoga tem bons motivos para conseguir muitos adeptos. Oferece possibilidades de experiência controlável e assim satisfaz a necessidade científica de fatos. Além disso, em virtude de sua amplitude e profundeza, de sua idade venerável, de sua doutrina e método que abrangem todos os aspectos da vida, ele promete possibilidades nunca sonhadas. Toda prática religiosa ou filosófica pressupõe uma disciplina psicológica, isto é, um método de higiene mental.

Os múltiplos processos puramente corporais do Yoga compreendem também uma higiene fisiológica superior aos exercícios de ginástica e respiração comuns, desde que não é apenas mecanicista e científica, mas é também filosófica. Ao treinar as partes do corpo, estas se unificam com a totalidade do espírito, como se torna bem claro, por exemplo, nos exercícios de prāṇāyāma, onde o prāṇa tanto é o alento com a dinâmica do cosmos...

A prática do Yoga... será ineficiente sem os conceitos nos quais se fundamenta. Ele combina o físico e o espiritual de maneira extraordinariamente completa. No Oriente, onde estas idéias e práticas se desenvolveram, e onde, durante milhares de anos, uma tradição ininterrupta criou as necessárias bases espirituais, o Yoga é, em minha opinião, o método apropriado e perfeito para fundir corpo e mente, de modo a formarem uma unidade inquestionável. Esta unidade cria uma disposição psicológica que possibilita intuições transcendentes à consciência.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Benefícios Psicológicos da Meditação



Quando praticamos meditação abrandamos nossa atividade mental de forma muito natural, porém mantendo ao mesmo tempo o estado mental alerta, consciente. Após a prática, nos sentimos mentalmente renovados, mais calmos, relaxados e com uma profunda sensação de bem-estar. Estes benefícios aumentam com a pratica regular disciplinada e acompanhada de um instrutor de meditação que vai fazendo os ajustes à técnica escolhida.

A meditação leva a uma sensação de estar à vontade com o mundo. Nota-se na grande maioria dos praticantes um aumento na autoestima, autoconfiança e na paz interior expressada nas atitudes, comportamentos e hábitos, aprendem a reconhecer as crenças negativas com mais facilidade e lidam melhor com novos desafios. A prática disciplinada desenvolve a atenção e capacidade de concentração, facilitando a aprendizagem e aumentando a capacidade de memória.

Com vinte minutos diários de prática a pessoa sente-se menos ansiosa quando tem que lidar com questões que anteriormente causavam stress. Atua de forma evidente na liderança consciente pois torna-se um ouvinte melhor e apresenta maior empatia o que produz melhor qualidade nas relações interpessoais.
A calma mental traz consigo a capacidade de julgamento de forma mais precisa o que atua diretamente na melhora das habilidades de resolução de problemas, junto com a calma vem um aumento na paciência e na tolerância, percebe-se a mudança na ação que se torna mais criativa e construtiva.

Atualmente diversos centros de pesquisas americanas e canadenses como o CCARE da Universidade de Stanford, ou o Centro de Pesquisa em Mindfulness da Universidade e Massachusetts, já demonstraram que a prática meditativa produz amplas melhorias na saúde mental, reforçando os aspectos positivos e reduzindo de várias formas o sofrimento psíquico. Veja:

·      Em uma revisão de 144 estudos descobriu-se que a meditação foi marcadamente mais eficaz na redução da ansiedade do que outras técnicas (Journal of Clinical Psychology). A meditação também reduz a depressão, hostilidade, instabilidade e desequilíbrio na consciência emocional, indicando o crescimento na estabilidade emocional e desenvolvendo uma personalidade mais resiliente;

·      Em outra análise de 42 resultados de pesquisa independentes, a meditação foi apontada como um método eficaz no aumento da auto realização e no desenvolvimento pessoal. Uma análise posterior revelou que a meditação é extremamente eficaz no desenvolvimento de três componentes independentes: a maturidade emocional, auto resiliência e uma perspectiva positiva da vida, integrando o ser e o mundo (Jornal de Comportamento Social e da Personalidade);

·      Um exaustivo levantamento realizado pelo Conselho Nacional de Saúde Sueca encontrou evidências de que internações psiquiátricas são menores entre pessoas que praticam a meditação do que na população em geral.




Referência: www.meditations-uk.com

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O QUE VOCÊ ESTÁ ATRAINDO PARA SUA VIDA, MOSTRA A QUALIDADE DA SUA ENERGIA



Quem nós pensamos que somos está intimamente ligado a como nos consideramos tratados pelos outros. Muitas pessoas se queixam de que não recebem um tratamento bom o bastante. “Não me tratam com respeito, atenção, reconhecimento, consideração. Tratam-me como se eu não tivesse valor”, elas dizem. Quando o tratamento é bondoso, elas suspeitam de motivos ocultos. “Os outros querem me manipular, levar vantagem sobre mim. Ninguém me ama.”

Quem elas pensam que são é isto: “Sou um pequeno eu’ carente cujas necessidades não estão sendo satisfeitas.” Esse erro básico de percepção de quem elas são cria um distúrbio em todos os seus relacionamentos. Esses indivíduos acreditam que não têm nada a dar e que o mundo ou os outros estão ocultando delas aquilo de que precisam. Toda a sua realidade se baseia num sentido ilusório de quem elas são. Isso sabota situações, prejudica todos os relacionamentos. Se o pensamento de falta – seja de dinheiro, reconhecimento ou amor – se tornou parte de quem pensamos que somos, sempre experimentaremos a falta. Em vez de reconhecermos o que já há de bom na nossa vida, tudo o que vemos é carência. Detectarmos o que existe de positivo na nossa vida é a base de toda a abundância. O fato é o seguinte: seja o que for que nós pensemos que o mundo está nos tirando é isso que estamos tirando do mundo. Agimos assim porque no fundo acreditamos que somos pequenos e que não temos nada a dar.

Se esse for o seu caso, experimente fazer o seguinte por duas semanas e veja como sua realidade mudará: dê às pessoas qualquer coisa que você pense que elas estão lhe negando – elogios, apreço, ajuda, atenção, etc. Você não tem isso? Aja exatamente como se tivesse e tudo isso surgirá. Logo depois que você começar a dar, passará a receber. Ninguém pode ganhar o que não dá. O fluxo de entrada determina o fluxo de saída. Seja o que for que você acredite que o mundo não está lhe concedendo você já possui. Contudo, a menos que permita que isso flua para fora de você, nem mesmo saberá que tem. Isso inclui a abundância. A lei segundo a qual o fluxo de saída determina o fluxo de entrada é expressa por Jesus nesta imagem marcante: “Dai, e dar-se-vos-á.
Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada, sacudida e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também.” A fonte de toda a abundância não está fora de você. Ela é parte de quem você é. Entretanto, comece por admitir e reconhecê-la exteriormente. Veja a plenitude da vida ao seu redor. O calor do sol sobre sua pele, a exibição de flores magníficas num quiosque de plantas, o sabor de uma fruta suculenta, a sensação no corpo de toda a força da chuva que cai do céu. A plenitude da vida está presente a cada passo. Seu reconhecimento desperta a abundância interior adormecida. Então permita que ela flua para fora. Só fato de você sorrir para um estranho já promove uma mínima saída de energia. Você se torna um doador. Pergunte-se com frequência: “O que posso dar neste caso?
Como posso prestar um serviço a esta pessoa nesta situação? Você não precisa ser dono de nada para perceber que tem abundância. Porém, se sentir com frequência que a possui, é quase certo que as coisas comecem a acontecer na sua vida. Ela só chega para aqueles que já a têm. Parece um tanto injusto, mas é claro que não é. É uma lei universal. Tanto a fartura quanto a escassez são estados interiores que se manifestam como nossa realidade. Jesus fala sobre isso da seguinte maneira: Pois, ao que tem, se lhe dará; e ao que não tem, se lhe tirará até o que não tem.


Eckhart Tolle